Na última eleição municipal em Bacabal, o Movimento Democrático Brasileiro foi o partido que elegeu o maior número de vereadores, cinco no total. O mais votado da legenda e entre todos, foi João Alberto, com 2.591 votos, seguido por Patrícia Teles, 2.070 votos; Serafim Reis, 1.990 votos; Professor Maninho, 1.757 votos; e Natália Duda, 1.739 votos, a atual presidente da Câmara.
Na primeira suplência ficou Melquíades Neto, que obteve 1.284 votos, e era quem presidia o poder legislativo à época.
Depois dele ficaram a advogada Érica Michele (519 votos), Denga Guimarães (312 votos) e Sargento Brito (199 votos).
Vanusa das Jades, com seus 195 votos veio depois e, sendo assim, só deveria assumir o mandado em caso de licença, afastamento, renúncia ou morte de algum titular e se esses que estão a sua frente na suplência abrissem mão ou ficassem legalmente impedidos.
Mas, como vimos nesta quarta-feira (9), foi ela quem assumiu no lugar de João Alberto de Souza que pediu licença médica por 120 dias para tratamento de saúde. A posse dela foi possível graças a capricho do próprio ex-governador que queria por fina força ver uma antiga aliada sentada na sua cadeira.
O que levou Melquíades Neto, Erica Michele, Denga Guimarães e Sargento Brito há se recusarem a representar a população bacabalense no legislativo só eles sabem, mas o fato é curioso e levanta suspeitas.
Enquanto isso, João Alberto vai vivendo um dilema: empilha uma licença atrás da outra ou renuncia ao mandato que tem duração até 31 de dezembro de 2028.
Quando cogitou se candidatar a vereador ainda da primeira vez, na eleição de 2020, tendo sido derrotado, ele já tinha em mente a possibilidade de eleger -se como presente da Câmara, esperança que se manteve viva depois que, enfim, conseguiu o mandato em 2024. Contudo, porém, todavia, não deu certo. Natália Duda foi a escolhida pelos pares para comandar a Casa durante o biênio 2025/2026.
Então, decepcionado e cansado das constantes viagens de São Luís a Bacabal para participar das sessões e o pede-pede de eleitores que ele mesmo acostumou mal, João Alberto não descarta a possibilidade de desistir de tudo depois das eleições deste ano, pois, sequer, teve forças políticas para lançar o filho João Marcelo como pré -candidato a deputado estadual ou a suplente a senador numa eventual pré-candidatura de Roseana.
Em tempo: Vale ressaltar que Erica Michele teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral e seus votos estão anulados.
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