Diretor do Hospital Aldenora Bello "faz cortesia com o chapéu alheio"

O Hospital do Câncer Aldenora Bello, em São Luís, é um centro de alta complexidade em oncologia, mantido pela Fundação Antonio Dino, instituição filantrópica criada em dezembro de 1976, que  recebe o nome do Dr. Antonio Jorge Dino, médico pioneiro na luta contra o câncer no Maranhão.

Por ser uma instituição filantrópica, sem buscar lucros, o hospital é mantido por meio de trabalhos voluntários, doações, e emendas parlamentares destinadas por políticos de todas as alas ideologias, sem distinção, como ocorreu recentemente com o  repasse de R$ 12 milhões destinados pelos vereadores de São Luís para a implantação da ala pediátrica. O recurso foi indicado em novembro do ano passado e dependia somente da liberação da prefeitura, o que só aconteceu após a prefeita Esmênia Miranda assumir, pois, até então, o ex-gestor, Eduardo Braide, havia colocado o "pé em cima".

Entretanto, um fato nesta pré -campanha para governador vem sendo visto como uma espécie de contrapartida pela autorização desse recurso milionário. Me refiro à pré candidatura do diretor Antônio Dino, que concorre à uma vaga na Assembleia Legislativa justamente aliado ao ex-prefeito da capital.

Muita gente entende que ao tomar partido na disputa eleitoral, o diretor "faz cortesia com o chapéu alheio", expressão que significa dizer obter vantagens, fazer caridade ou buscar reconhecimento usando os recursos, o esforço ou o dinheiro de outra pessoa.

O curioso é que Antônio Dino escolheu se aliar justamente a Eduardo Braide, que era o prefeito de São Luís quando o escândalo no Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos passou a ser alvo de investigações por parte do Ministério Público do Maranhão e da Polícia Civil devido a denúncias de aumento de óbitos e supostas falhas no atendimento nas UTIs pediátricas.

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