CASO BACABAL: "Operação de guerra" nas buscas pelas crianças desaparecidas não pode ser minimizada e esforço das autoridades deve continuar sendo reconhecido

Prefeito Roberto Costa com moradores da comunidade quilombola.

Em linhas gerais, o desaparecimento é considerado multicausal e pode ser classificado em três grandes tipos, a saber: desaparecimento voluntário, desaparecimento involuntário e desaparecimento forçado.

Em 2025, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que tipifica o crime de desaparecimento forçado e o classifica como hediondo. A pena será de reclusão, de 6 a 20 anos e multa. O texto aprovado também estabelece agravante de pena para vítimas vulneráveis (mulher, criança, adolescente, pessoa idosa, pessoa com deficiência ou gestante) com aumento da punição em um terço até a metade.

Bacabal 

Ágatha e Michael permanecem desaparecidos.

O caso do desaparecimento das três crianças em Bacabal, ocorrido há duas semanas, tomou proporções inimagináveis e passou a ser um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, sem contar que a imprensa nacional tem dedicado boa parte da programação para exibir em seus telejornais o passo a passo das buscas, sempre dando ênfase para a  estrutura da força -tarefa criada pelo prefeito Roberto Costa e o governador Carlos Brandão, que reúne as polícias Militar, Cívil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e SAMU, sem contar, é claro, com as centenas e centenas de voluntários que se dispõem a colaborar de alguma forma embrenhando-se na mata fechada ou por dentro de lago e rio, expostos aos perigos que incluem animais peçonhentos e outros.

As três crianças desapareceram após saírem para brincar, no dia 4 de janeiro, em uma área de mata próxima às residências da família, no povoado quilombola São Sebastião dos Pretos. Desde então, as buscas seguem de forma ininterrupta, sem que, até o momento, haja informações sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 

Anderson Kauã, de 8 anos, primo dos irmãos ainda com localização incerta, foi encontrado no dia 7 de janeiro por produtores rurais que recolhiam palhas pela área.

Reforço 
Prefeito dando boas-vindas às equipes.

Equipe do Corpo de Bombeiros do Pará 

De tão complexo, o caso passou a contar com novos colaboradores, a exemplo do Exército, Marinha, Polícia Rodoviária Federal e equipes dos batalhões do Corpo de Bombeiros dos estados do Pará e Ceará.

Mas, apesar de toda estrutura e logística empregadas nessa  verdadeira "operação de guerra", o objetivo principal, que é localizar as duas crianças que permanecem desaparecidas ainda não foi alcançado, o que acaba dando margem a julgamentos e comentários maldosos de quem parece não querer compreender que situações como essa são complexas e com desfecho incerto. É possível,até, que nunca haja. Exemplos têm muitos.

Priscila Belfort 

Irmã do lutador de artes marciais mistas, Victor Belfort, Priscila trabalhava no centro do Rio de Janeiro e desapareceu após sair do para almoçar, em 9 de janeiro de 2004,  portanto há 21 anos.

Apesar da repercussão à época, seu real paradeiro é desconhecido até hoje.

Rapto Pedrinho

Como há quem cogite a possibilidade das duas crianças desaparecidas em Bacabal terem sido raptadas, vale trazer de volta o "Caso Pedrinho", raptado em 1986, nos primeiros dias de vida, em um hospital de Brasília, ficando desaparecido e sob o poder da autora do crime até os 17 anos. 

Em 2003, Vilma foi condenada a 15 anos e nove meses de prisão.

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