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| Othelino Neto, candidato a deputado federal derrotado, e Marcos Júnior, filho do mecena de Braide |
Inelegível em função de atos de corrupção, como enriquecimento ilícito, dano ao erário público e improbidade administrativa, o ex-prefeito de Bom Lugar, a 285 km da nossa capital, Marcos Miranda, elegeu o filho a deputado estadual e operou como mecena da campanha eleitoral do governador eleito Eduardo Braide (PSD).
Em Bacabal, onde em 2024 foi derrotado como candidato a prefeito, Marcos tem garantido a aliados que, no município, caberá a ele indicar os gestores das unidades regionais criadas para descentralizar os serviços do governo, como saúde (destaque para o Hospital Laura Vasconcelos e Hemomar), e educação, além de órgãos e agências com representação regional ou posto de atendimento, a exemplo do VIVA Procon, que concentra serviços de emissão de documentos: RG, CPF, Carteira de Trabalho, e ainda fiscaliza a defesa do consumidor; SINE, que atua na intermediação de mão de obra e seguro-desemprego; Ciretran, que oferece serviços de habilitação e regularização de veículos; AGED, responsável pela fiscalização sanitária animal e vegetal; AGERP, que presta assistência técnica a agricultores familiares; 15° Batalhão de Polícia Militar; 16a. Delegacia Regional; 6° Batalhão de Bombeiros Militar; e SEFAZ, que funciona para arrecadação de impostos como ICMS e IPVA.
Nisso, há de se perguntar: onde ficam prefeitos e outras lideranças políticas da região que deram apoio e votos ao mesmo Braide?
EM TEMPO: A Unidade Regional de Saúde (URS) de Bacabal, órgão responsável pelo apoio técnico e coordenação das ações do SUS, teria sido usada como parte da barganha que levou um ex-vereador a trocar o grupo do prefeito pelo apoio a Marcos Júnior.
O ex-parlamentar garante que o filho médico só aguarda o dia da nomeação.
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