Vereador que se posicionou contra pequenos produtores rurais bate-boca com colega durante sessão plenária

Cândido de Madureira e Alex Abreu.

Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Bacabal desta quarta-feira (15), o Projeto de Lei nº 1.725/2026, de autoria do Poder Executivo, que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos no município, estabelece penalidades administrativas e prevê outras providências, voltou a ser tema do discurso do único vereador que se posicionou contrário e a favor dos interesses dos grandes agropecuaristas, inclusive, tendo sido depois acusado de receber vantagens pessoais. E devido a repercussão negativa que existe até hoje, Cândido de Madureira (União Brasil) produziu uma nota tentando se justificar, sobretudo, com os pequenos produtores rurais, maiores prejudicados com a prática da pulverização aérea de agrotóxicos, como aconteceu recentemente no município.

No documento o vereador também se defende da acusação de ter recebido 30 bois, alegando que o mediram com a mesma régua que medem os "fichas sujas", indiretamente e sem querer, fazendo lembrar do chefe político dele, candidato a prefeito derrotado, Marcos Miranda, que tudo indica estar por trás do voto contrário dado por Cândido.

Já o vereador Alex Abreu (PSDB), 2° vice-presidente da Casa, retrucou a fala do colega, que também afirmou que o projeto foi aprovado sem o rito regimental. Alex, além de desmenti-lo, usou o exemplo do projeto que versa sobre fomento para a Cultura local, que havia acabado de ser votado em plenário. Cândido disse ter sido contra por não estar atento às discussões. 

Acuado, Cândido atrapalhou Alex Abreu o chamando de mentiroso antes de pedir um aparte, que significa a interrupção breve e oportuna de um discurso parlamentar, autorizada pelo orador.

Volta e meia o nome de Madureira está envolvido em situações que põem em xeque sua idoneidade, a exemplo do caso das vendas irregular de vagas de mototaxista. Relembre aqui.

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