Nas eleições deste ano, o apoio da classe política bacabalense concentrou-se praticamente em três dos candidatos a deputado estadual que têm o município como principal base eleitoral, no caso, Davi Brandão (16.743 votos), Florêncio Neto (7.351 votos) e Marcos Júnior (15.886 votos).
A ex-vereadora Regilda Santos, apoiada pela Igreja Assembleia de Deus, ficou muito longe das expectativas com seus 1.391 votos, o que também demonstra que a liderança que o Pastor Raposo exercia, já não tem a força de antes, pelo menos nesta parte politica.
As ovelhas, apesar de não desgarrar, estão mais espertas.
Já na busca pelo voto a deputado federal, a disputa foi mais dividida. Em um rápido levantamento, o omaranhense.com.br constatou que um grupo de 10 candidatos, sem nenhuma identificação política com Bacabal, abocanhou 20.896 votos, o que correspondente a quase 30 por cento do eleitorado local.
Sem contar que, apoiada pelo prefeito Roberto Costa, pelos deputados estaduais Davi Brandão, Florêncio Neto e por alguns vereadores, Iracema Vale foi disparada a mais bem colocada, alcançando 13.414 votos, seguida de longe por Orhelino Neto que amargou pífio desempenho, 5.796 votos, tendo em vista que foi apoiado pelo líder da oposição Marcos Miranda, que rasgou dinheiro.
Depois aparecem Fabiana Vilar (apoiada pelos vereadores Serafim Reis, Reginaldo do Posto e Bertulino Soares, além do empresário Cesar Brito) com 3.780 votos. Aldir Júnior (com o apoio dos vereadores Alberto Sobrinho e Patricia Teles) obteve 2.201 votos.
Ambos são sobrinhos do inelegível e condenado a prisão por corrupção, Josimar Maranhãozinho, que na campanha anterior foi o quarto mais votado no município e só reapareceu agora para novamente fazer valer o força do dinheiro ao invés do trabalho.
Outro que já havia aplicado o conto do vigário em Bacabal e novamente se deu bem foi Júnior Lourenço (apoiado pelo vereador Alex Abreu e pelo ex-candidato a prefeito Plínio Oliveira).
Lourenço obteve 3.371 votos.
A evangélica Mical Damasceno (candidata da Igreja Assembleia de Deus), ainda conseguiu 2.066 votos.
Mariana Carvalho, da distaste Imperatriz, arrastou 1.588 votos (com o apoio da empresária Leynha Oliveira), que até comitê montou em frente de casa, mas nega-se admitir que é politica.
Marreca Filho, outro ilustre desconhecido dos bacabalenses, obteve 1.129 votos (com o apoio do ex-candidato a prefeito Expedito Jr).
Cleber Verde (com o apoio do ex-vereador Venâncio do Peixe) conseguiu 657 votos. E, fechando essa lista tem Pedro Lucas Fernandes (apoiado pelo ex-vereador Anderson Viana) que obteve 290 votos.
Neste embaralhado, quase nada sobrou para as "pratas de casa" no que diz respeito a deputado federal. Dr. Bento Vieira, por exemplo, foi novamente rejeitado politicamente pelo eleitorado local ( 1.449 votos), assim como outro que as urnas têm ojeriza, Jansen Penha (127 votos).
Como boa quantidade desses votos é fruto da "venda consciente", nem vale a pena pedir que a população depois cobre alguma ação desses políticos em beneficio da coletividade de Bacabal.
Compraram, pagaram, foram embora e até logo... Em 2030 eles e/ou outros voltarão com a mala dinheiro e uma banana bem grossa.

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