Nas eleições de 2022, sabedor que, se Lula fosse eleito para exercer o terceiro mandato, haveria grande possibilidade do candidato a senador Flávio Dino assumir um ministério, o então presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto, exigiu, como barganha, a indicação da esposa dele, Ana Paula Lobato, para a primeira suplência.
À época, Ana Paula era uma ilustre desconhecida, exceto em Pinheiro, onde era vice -prefeita.
No pleito eleitoral e depois dele, tudo saiu exatamente como eles haviam imaginado: Lula se elegeu, Flávio Dino conseguiu a única vaga no Senado a que o Maranhão tinha direito e ainda por cima foi nomeado para o Ministério da Justiça. Com isso, Ana Paula assumiu temporariamente a cadeira dele na câmara alta do país, e, como não bastasse, sendo indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal, o senador maranhense teve que renunciar, dando a esposa de Othelino Neto o mandato em definitivo, ou seja, quase os 8 anos completos.
Até hoje, se alguém sair pelas ruas do estado mostrando a foto de Ana Paula, é quase certo que 80% da população nem saberá de quem se trata.
Na disputa deste ano, poderá se repetir quase tudo. Sedento por poder, como foi Othelino Neto em 2022, o atual prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, traiu o governador Carlos Brandão para se aliar a Eduardo Braide, recebendo como moeda de troca a indicação da primeira-dama Perla Amaral para primeira suplência de André Fufuca, pré -candidato ao Senado, que já foi ministro de Lula, e sendo eleito, deverá reassumir o Ministério do Esporte.
Se como da primeira vez tudo sair dentro dos planos ambiciosos dessa gente, o nosso estado passará a ter, a partir de 2027, duas senadoras sem nenhuma bagagem política, ilustres desconhecidas da maioria dos maranhenses, comprometidas apenas com os interesses dos respectivos esposos e, consequentemente, das suas próprias famílias.
O povo do Maranhão que exploda-se, e, se alguém reclamar ou olhar com a cara feia, o ministro comunista está com a foice, o martelo e a caneta nas mãos para ensina a lição do "Quero, Posso e Mando", que ultimamente é a única lei prevalecendo no Brasil.

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