Na sexta-feira (19), o governador Carlos Brandão esteve em Bacabal para tratar sobre a construção da Maternidade Regional de Bacabal, uma unidade de atenção especializada em Saúde (Maternidade Porte II) que vai ampliar o atendimento para gestantes e recém-nascidos do município e região. A ordem de serviço foi assinada por Jerzey Timóteo Ribeiro Santos, representando o Ministério da Saúde.
Carlos Brandão e o prefeito Roberto Costa destacaram a parceria do Governo do Maranhão, Prefeitura de Bacabal e Governo Federal.
A nova unidade integra os investimentos do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) - eixo Saúde, que destinou R$ 153 milhões para a implantação da unidade de saúde. Deste total, R$ 60 milhões serão investidos nas obras de construção das instalações e R$ 93 milhões serão para a aquisição dos equipamentos necessários para o atendimento médico-hospitalar.
O discurso do chefe do executivo bacabalense repercutiu no estado, ao ponto de ser rebatido pelo deputado estadual Fernando Braide, irmão do pré -candidato a governador Eduardo Braide, que tentou tirar de contexto a fala de Roberto. "Até um prefeito de uma cidade importante precisa se humilhar para os Brandão pra conseguir vaga em hospital", disse.
No entanto, o parlamentar se mostrou uma formiga que não sabe a folha que corta e mexeu com a pessoa errada. Neste domingo (21), durante visita ao Hospital Geral de Bacabal, o Socorrão, o prefeito deu a resposta e fez um desafio ao irmão de Braide. "Estamos transformando Bacabal através de uma saúde de qualidade onde as pessoas têm seus direitos garantidos. Aqui, Fernando, o prefeito anda no Socorrão de cabeça erguida, pela porta da frente, e te faço um convite: venha conhecer o hospital daqui, e faço um desafio: vamos juntos depois no Socorrão de São Luís para ver onde se respeita realmente a população. Te garanto que aqui respeitamos".
A iniciativa do deputado em falar do que não tem o mínimo conhecimento, teve na verdade conotação política eleitoral, no intuito de atingir o pré -candidato Orleans Brandão, do MDB, e também tentar mascarar uma das maiores deficiências da área da saúde pública na capital desde quando o irmão dele foi prefeito, por 4 anos e 3 meses. A situação foi, inclusive, tema de uma publicação do ex-secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, que utilizou as redes sociais para tratar sobre as lotações nos Socorrões da capital maranhense, administrados pela prefeitura. "Estou aberto ao debate. Mas com transparência, dados e responsabilidade com a saúde pública", disse.
A fala esclarecedora de Tiago foi elogiada pelo governador Carlos Brandão pela clareza e responsabilidade com os fatos. "Enquanto muitos ficam no discurso, o Maranhão seguiu ampliando hospitais, policlínicas... O nosso governo investe fortemente na saúde nos 217 municípios, com reforma e ampliação de hospitais, entrega de ambulâncias, inauguração de policlínicas", frisou Brandão.
Tiago rebateu a versão da prefeitura de São Luís que imputa aos pacientes do interior o grande fluxo no Hospital Municipal Djalma Marques, mais conhecido como Socorrão I, que atende urgência e emergência 24 horas por dia; assim também como o Hospital Municipal Dr. Clementino Moura, Socorrão 2, localizado no bairro Cidade Operária.
O ex-secretário lembrou que a porta de entrada do SUS nos municípios e em São Luís são as Unidades Básicas de Saúde e pontuou os bairros que não dispõem dessa oferta: Sá Viana, Bequimão, Forquilha, Planalto do Pingão, Monte Castelo, Madre Deus, Cohafuma e Cohama. "São Luís é a última capital do país em relação à cobertura de atenção primária, o inverso do estado que de 2021 para cá subiu para a terceira colocação", cravou.
Nos esclarecimentos, Tiago Fernandes ainda citou o caso do Hospital da Ilha, uma das maiores estruturas de saúde pública do estado, voltado para atendimento de urgência, emergência e cirurgias eletivas de alta complexidade, e que integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MA). Ele disse que a prefeitura de São Luís se recusou a aceitar que a unidade abrisse às portas para também atender casos de AVC e queimados, aliviando as demandas das unidades do município, e novamente refutou a versão da prefeitura em dizer que as lotações nos Socorrões são devido aos pacientes do interior do estado.
Assista abaixo a resposta do prefeito Roberto Costa.
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