Josimar Maranhãozinho volta a ser alvo da Polícia Federal

Josimar

Do @metropoles | A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25/6), uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), em Brasília e no Maranhão. O parlamentar é apontado pelos investigadores como líder de um esquema de corrupção envolvendo a liberação de emendas parlamentares mediante pagamento de propina por prefeitos.

Segundo a investigação, o grupo exigia dos gestores municipais o pagamento de uma taxa equivalente a 25% do valor total de cada emenda destinada ao município. De acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público, prefeitos que se recusavam a pagar a vantagem indevida eram pressionados para aderir ao esquema.

A nova ofensiva ocorre poucas semanas após Josimar Maranhãozinho ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Na ação penal, a Corte concluiu que o deputado integrava um grupo que negociava a liberação de recursos públicos em troca de propina.

Conforme a condenação, o parlamentar teria solicitado e recebido mais de R$ 1 milhão em vantagens indevidas relacionadas ao esquema de desvio de emendas parlamentares. As investigações apontaram que a cobrança da propina incidia sobre o valor integral dos recursos destinados às prefeituras.

Apesar da condenação, Josimar Maranhãozinho permanece no exercício do mandato. A decisão ainda admite recursos e, mesmo após eventual trânsito em julgado, a perda do mandato depende de deliberação da Câmara dos Deputados, conforme prevê a Constituição.

A operação desta quinta-feira busca aprofundar as investigações sobre a atuação do grupo criminoso, identificar novos elementos de prova e verificar a possível participação de outros envolvidos no esquema.

A defesa do deputado não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto para posicionamento.

De acordo com o portal GloboNews, a operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

O deputado do PL já tinha sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março por desvio de emendas. Ele está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados.


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