Condenado homem que assassinou ex-companheira a facadas ao invadir a casa dela e vê-la com outro

Vítima Rosa Maria da Conceição

Dayvisson dos Santos Fontineli foi condenado a 30 anos e oito meses de reclusão pelo feminicídio da sua ex-companheira Rosa Maria da Conceição Lima Neta, de 24 anos, e pela tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe contra Kaio Gemerson dos Reis Pinheiro. O crime ocorreu na madrugada do dia 20 de junho de 2025, no bairro Anjo da Guarda, em São Luís. O réu assassinou a ex-companheira com golpes de faca. O julgamento ocorreu no último dia 30 de abril e foi presidido pelo juiz Gilberto de Moura Lima.

Segundo testemunhas, o caso aconteceu durante a madrugada, quando Dayvisson, de 23 anos, invadiu a casa da vítima. No local, estavam Rosa Maria e o então namorado dela, Caio Gemerson. Davison foi até a cozinha, pegou uma faca e conseguiu atingir a vítima na região do abdômen. Apesar da chegada do SAMU, ela acabou morrendo.

Dupla tentativa de homicídio 

O 2º Tribunal do Júri de São Luís condenou a 10 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, policial militar Uarlin Raiddan Araújo Rodrigues, por tentativa de homicídio contra Lilian Stefany Sousa Raposo e Jucenario dos Santos Viana. O crime ocorreu na madrugada do dia 4 de fevereiro de 2023, próximo à loja conveniência de um posto de combustível, na Avenida dos Holandeses, Calhau. Ele vai cumprir a pena em regime fechado e também perdeu o cargo público na Polícia Militar do Maranhão.

O julgamento, presidido pelo juiz substituto Guilherme Suminski Mendes, ocorreu na última sexta-feira (8/5), no Fórum Des. Sarney Costa. Atuou na acusação o promotor de justiça Raimundo Benedito Barros Pinto. A defesa do réu ficou com os advogados João Batista Ericeira Filho e José Carlos Sousa. Foram ouvidas cinco testemunhas, incluindo as duas vítimas. O magistrado concedeu ao acusado o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Segundo a denúncia, o acusado e a então namorada Lilian Raposo chegaram à loja de conveniência e encontraram alguns amigos dela, incluindo Jucenario dos Santos, ex-namorado da vítima. O acusado segurou a mulher pelo braço para irem embora e, ao chegarem dentro do carro e ter o braço apertado pelo denunciado, ela desceu do veículo e disse que não iria voltar para casa com ele e que pegaria uma carona ou um carro de aplicativo. Conforme os autos, Uarlin Raiddan Araújo começou a persegui-la, com o intuito de forçá-la a entrar novamente no carro, começando nesse momento uma confusão. Quando Jucenario tentou intervir porque o acusado ameaçou outra amiga da vítima com arma de fogo, o réu atirou contra o rapaz que conseguiu correr e teve o pé atingido por um dos disparos.

Ainda, de acordo com a denúncia, em seguida, o réu direcionou os disparos para Lilian Raposo que conseguiu se esconder e foi atingida de raspão. As provas colhidas apontam que o crime teria sido cometido por motivo fútil, uma vez que acusado teria tentado contra a vida das vítimas em razão de ciúmes. Consta nos autos também que, de acordo com as testemunhas, o réu teria simulado que iria embora antes de retornar atirando por entre a multidão.

Sequestrada e baleada

A justiça também condenou a 11 anos de reclusão Eliezer da Cunha Reis, acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-namorada Weslane Naiane Correa, ocorrido no dia 05 de abril de 2018, no bairro Areinha. O juiz Clésio Coelho Cunha concedeu ao réu o direito de recorrer da decisão em liberdade. O julgamento ocorreu no último dia 17 de abril.

Em junho de 2019, os jurados absolveram Eliezer da Cunha Reis de tentativa de homicídio e o condenaram pela prática de cárcere privado, com pena de três anos de reclusão em regime aberto. O Ministério Público (MP) recorreu da decisão do júri e a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão anulou a sentença absolutória(do crime de tentativa de feminicídio) e determinou a realização de novo julgamento.

Segundo a denúncia do órgão ministerial, no dia do crime, a vítima, sob ameaça, foi levada por Eliezer da Cunha, para um motel, sendo mantida em cárcere privado. Ele foi acusado pelo MP de atirar na cabeça da vítima que, em consequência do disparo de arma de fogo, perdeu a visão do olho direito. Ela ficou internada no hospital por mais de um mês.

De acordo com os autos, vítima e acusado mantiveram um relacionamento por oito anos, não tiveram filhos e não moraram juntos. No dia do crime, W.C.M com o filho menor e uma prima estavam a caminho de casa, por volta das 18h, quando o gerente de administração Eliezer da Cunha abordou a ex-namorada com uma arma de fogo e a obrigou a entrar no carro dele, seguindo para o motel onde ocorreu o fato. Restou comprovado que o acusado cometeu o crime porque não aceitava o fim do relacionamento.

O casal estava junto há cerca de 4 anos.

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