A divulgação da pesquisa do instituto Veritá provocou forte reação entre lideranças petistas no Maranhão. Militantes e figuras públicas do partido foram às redes sociais para repudiar os números apresentados, que indicam um cenário apertado entre Luiz Inácio Lula da Silva (46,7%) e Jair Bolsonaro (45,3%). Para os críticos, o levantamento não reflete a realidade do estado e levanta suspeitas sobre sua credibilidade.
Entre os que se manifestaram estão Eri Castro, Criciele Muniz e o ex-deputado Zé Inácio, que classificaram o resultado como uma tentativa de manipulação da opinião pública. Segundo eles, o Maranhão possui histórico consolidado de apoio a Lula, o que torna os números apresentados, no mínimo, questionáveis.
Nos bastidores políticos, a leitura é de que a pesquisa vem sendo utilizada pelo pré-candidato Eduardo Braide como instrumento para influenciar o eleitorado e criar uma narrativa artificial de equilíbrio eleitoral no estado. A estratégia, segundo os petistas, teria como objetivo não apenas desgastar Lula, mas também atingir Orleans Brandão, associando ambos a uma suposta perda de força política.
Outro ponto levantado nas críticas é a contradição no posicionamento político de Braide. Apesar da tentativa de impactar a imagem de Lula, seu alinhamento nacional é com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, nome colocado como presidenciável e conhecido opositor do atual presidente.
Para os petistas, mais do que um simples levantamento, a divulgação da pesquisa faz parte de uma estratégia de pré-campanha baseada em marketing político e construção de narrativas. Eles defendem maior transparência metodológica e alertam para o risco de indução do eleitor por meio de dados que consideram distorcidos.
Fonte: Blog do Momento

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