Feminicida que matou ex-companheira por não aceitar fim do relacionamento é condenado a 19 anos de prisão

Vítima 

Sessão do Tribunal do Júri na Comarca de Paulo Ramos, presidida pelo juiz João Bruno Farias Madeira, julgou o caso de feminicídio que apresentou como réu José Gomes de Menezes Neto. Devido à repercussão, o julgamento atraiu um grande público, composto por familiares das partes, estudantes e populares. Do lado de fora, foi instalado um telão para a transmissão da sessão.

De acordo com a denúncia, em 17 de setembro de 2024, o denunciado, inconformado com o fim da relação conjugal, teria matado Dayanne Leão dos Santos Sousa, sua ex-companheira.

Foi apurado que a vítima estava na casa de seu avô, ocasião em que saiu para verificar quem estava chamando no portão da residência. Neste instante, ela teria sido atacada pelo denunciado que, sem oferecer chance de defesa, aplicou três golpes de faca na ex-companheira. Em seguida, o acusado ainda tentou golpear outra pessoa. Após cometer o crime, José Gomes foi preso em flagrante delito na cidade de Vitorino Freire.

Ao final da sessão, o Conselho de Sentença decidiu que o réu era culpado. José Gomes recebeu a pena de 19 anos e três meses. 
Réu

Dada a intensidade dos debates durante o júri e a complexidade da instrução, os trabalhos estenderam-se por todo o dia e noite do último dia 15 de abril, finalizando com a leitura da sentença apenas na madrugada do dia 17. Para viabilizar a realização dos julgamentos com a segurança necessária, o Judiciário contou com o apoio fundamental da Câmara Municipal, que cedeu o prédio para a realização do júri. A operação logística foi reforçada pela Diretoria de Segurança Institucional e Gabinete Militar do TJMA e por um contingente da Polícia Militar, garantindo a ordem durante as sessões de alta voltagem emocional.

A atuação preventiva das forças de segurança foi rigorosa, pois durante a revista na entrada do recinto, a Polícia Militar chegou a apreender objetos perfurocortantes, como canivetes, tesouras e estiletes, assegurando que o exercício da justiça ocorresse em um ambiente pacificado.

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