Deputados articulam pedido de CPI contra vice-governador Camarão

Vice-governador Camarão.

Vinte e quatro deputados estaduais - todos da base governista -, apresentaram à Presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o vice-governador Felipe Camarão (PT). A expectativa é de que o requerimento seja lido em Plenário na sessão desta quarta-feira (25).

O objetivo é apurar movimentações financeiras atípicas do petista, que deram base ao Ministério Público pedir - em investigação sigilosa -, ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), o afastamento do vice.

O teor do pedido de afastamento vazou na semana passada e provocou forte crise no MPMA.

Assinam o pedido de CPI, os deputados Adelmo Soares (MDB), Ana do Gás (PCdoB), Andrea Rezende (MDB), Antonio Pereira (MDB), Arnaldo Melo (PP), Cláudia Coutinho (PDT), Cláudio Cunha (PL), Daniella (MDB), Davi Brandão (MDB), Dr. Yglésio (PRTB), Helena Duailibe (PP), Eric Costa (PSD), Florêncio Neto (MDB), Glaubert Cutrim (PDT), Guilherme Paz (PRD), Janaína (Republicanos), João Batista Segundo (PL), Júnior França (PP), Mical Damasceno (PSD), Neto Evangelista (União Brasil), Osmar Filho (PDT), Pará Figueiredo (PL), Ricardo Arruda (MDB) e Edna Silva (PRD). 

Pedido de afastamento

Na semana passada a imprensa vazou um pedido de afastamento de Felipe Camarão protocolado pelo MPMA na Justiça Estadual. O documento é assinado pelo procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, e inclui também dois policiais militares que atuam na segurança institucional de Camarão. 

A investigação, fundamentada em Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do COAF e quebras de sigilo, revelou um fluxo financeiro atípico que totaliza milhões de reais. De acordo com o documento, Felipe Camarão movimentou mais de R$ 16 milhões em sua conta principal entre 2022 e 2025. Desse montante, cerca de R$ 4,6 milhões são créditos extra-salário, valor que o MPMA afirma superar drasticamente sua renda formal identificada.

A análise detalhada aponta táticas de ocultação, como: Depósitos em espécie: Foram identificados 230 depósitos sem identificação do depositante, somando R$ 360 mil em valores fracionados para evitar o radar das autoridades de controle.

Fonte: @imaranhao


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