Justificativas esfarrapadas dos suplentes de vereador que recusaram salário de R$ 12,8 mil para agradar chefe político

A manobra do vereador licenciado João Alberto de Souza para fazer com que uma suplente/cabo-eleitoral assumisse a vaga, tomando a frente de outros quatro, continua rendendo e causando desgaste à imagem política dele, ainda mais depois que a população tornou conhecimento que o vereador largou temporariamente suas atribuições no legislativo bacabalense apenas para estar de pernas para o ar, de festa em festa, frustrando as expectativas dos mais de dois mil e quinhentos eleitores que confiaram seus votos a ele, acreditando que faria valer da sua experiência para beneficiar o município.

A verdade é que João Alberto não é o único que está devendo nesta história. As pessoas ainda esperam pelas justificativas dos suplentes que declinaram do cargo com subsídio mensal, salário bruto, de R$ 12.800,00 (doze mil e oitocentos reais). O salário líquido varia para cada parlamentar devido aos descontos obrigatórios de Imposto de Renda e contribuição previdenciária.

Até agora nenhum desses suplentes se pronunciou publicamente, porém, nos bastidores eles têm suas versões. Melquíades Neto, primeiro suplente, com 1.284 votos, alega que tomou a decisão em retribuição aos favores pessoais e políticos que João Alberto lhe fez; Érica Michele, segunda suplente, com 519 votos, temeu perder de vez a titularidade da Secretaria Municipal de Emprego, Turismo e Renda; Denga Guimarães, terceira suplente, com 312 votos, também é servidora contratada da prefeitura, certamente com salário inferior ao que receberia da Câmara de Vereadores, porém, preferiu mostrar lealdade a João Alberto; Sargento Brito, quarto suplente, com 199 votos, foi na mesma linha para inflar o ego do titular do mandato.

O salário base de um sargento da Polícia Militar do Maranhão varia entre R$ 6.355,21 e R$ 7.304,85, dependendo da graduação dentro da patente. 3º sargento: R$ 6.355,2; 2º sargento: R$ 7.304,85; e 1º Sargento: os valores costumam variar entre R$ 7.900 e R$ 8.000.

Como se vê nenhum anda com o pires na mão, mas dinheiro é dinheiro, e para se recusar a receber R$ 12.800,00/mês, mesmo que pelo tempo determinado da licença de João Alberto, são necessárias justificativas melhores, pois deixa a entender que todos fazem pouco caso da cara dos eleitores e não passam de "Maria vai com as outras", "vaquinhas de presépio", sem mais nenhum cacife de retornarem a bater à porta da população para pedir votos.
Convocação de Érica Michele, uma das suplentes que se recusaram a assumir

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