Endividado, vereador de Bacabal faz negócio com futuro presidiário e ameaça "virar a casaca"

Empréstimos financeiros contraídos em campanhas eleitorais, geralmente com agiotas, são muitas das vezes responsáveis pelo endividamento de candidatos que almejam se elegerem por meio da compra de votos. E, quando isso acontece, mesmo durante o exercício do mandato, se tornam reféns da pessoa que bancou o valor em dinheiro, ou ainda de quem só foi avalista.

Nessa prática ilegal e extremamente perigosa, geralmente são exigidas garantias, como veículos e imóveis, sem contar que os juros são exorbitantes, fazendo com que a dívida se transforme numa verdadeira bola de neve, ao ponto do candidato não conseguir honrar com o pagamento.

Em situações assim, esses sujeitos buscam inúmeros meios de tirar o "pescoço da forca", um deles, negociando apoio a corruptos e/ou grupos criminosos infiltrados na política, traindo antigos companheiros e aliados,  "virando a casaca",  expressão usada para descrever alguém que muda de lado, time de futebol ou partido político por conveniência.

Agiotagem é crime de usura pecuniária previsto pela Lei dos Crimes contra a Economia Popular. A pena prevista é de detenção de 6 meses a 2 anos, além do pagamento de multa. 

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