A demora de Eduardo Braide (PSD) em renunciar a prefeitura de São Luís para disputar o Governo do Estado, para muitos significava apenas apego ao cargo, no entanto, agora fica claro que não era só isso. Ao assumir definitivamente a titularidade, em 31 de abril deste ano, a então vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD) passou a demonstrar que não servirá de trampolim para as pretensões políticas do ex-prefeito, que, por sinal, nunca a tratou com a atenção devida. Basta lembrar que aos se eleger para o primeiro mandato, em 2020, Braide, no ano seguinte, já tendo Esmênia como vice, à nomeou como secretária de Educação e, após poucos meses, oficializou a exoneração justamente por ela se recusar a aceitar determinadas ingerências que, no futuro, poderiam complica-la na Justiça.
Esmênia é a quarta mulher a assumir a prefeitura da capital do Maranhão e a segunda mulher negra a ocupar o cargo, depois de Lia Varella, em 1978. Durante seu discurso na solenidade de posse, a prefeita destacou o orgulho por suas origens e trajetória.
Natural de Bacabal, Esmênia é professora de história e ex-policial militar. Mestre em História pela UFMA e licenciada em História e Geografia pela UEMA.
Lecionou no Colégio Militar Tiradentes em São Luís de 2011 a 2020.
Discurso de posse
"Este é um momento muito importante na minha vida e que, de fato, nunca foi um sonho. Eu nasci em Bacabal e vim, como muitos que procuram essa cidade, em busca de acolhimento e perspectiva de vida, para melhorar os estudos, procurar uma carreira, e aqui eu encontrei muito mais do que eu esperava. Saí de Bacabal com medo, com mais medo do que assumo esta Prefeitura hoje. Mas Deus agiu na minha vida o tempo todo. Venho de uma história de luta, de uma família de pessoas negras, de uma mãe negra solo, que me mandou uma mensagem hoje e me fez chorar”, disse a prefeita.



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