Polícia Civil cumpre 26 mandados de prisão contra integrantes do "Bonde dos 40"

 “Operação Atlas”

O combate ao crime organizado no Maranhão sofreu mais um duro golpe com a deflagração de uma megaoperação da Polícia Civil na Grande Ilha de São Luís. Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão.

A operação mobilizou cerca de 220 policiais da capital e do interior. Além da Polícia Civil, deram apoio no cumprimento dos mandados equipes da Polícia Militar, Força Estadual, Centro Tático Aéreo (CTA), Perícia Oficial e Corpo de Bombeiros Militar.

As ações ocorreram de forma simultânea em São Luís, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. Um dos mandados foi cumprido no município de Balsas, na região Sul do estado. Todos os alvos são apontados como integrantes de uma organização criminosa com atuação concentrada na região.

A operação é resultado de investigação conduzida pelo DCCO/SEIC, que identificou um banco de dados estruturado da facção “Bonde dos 40”, contendo informações detalhadas sobre seus membros. O material revelou um sistema organizado de gerenciamento interno, com dados como data de “batismo”, área de atuação, histórico criminal, indicação de padrinhos e número de matrícula na organização.

A partir da análise desse conteúdo, foi possível identificar e individualizar os investigados, reunindo elementos consistentes que embasaram os pedidos judiciais de prisão e de busca e apreensão.
O trabalho investigativo contou com a atuação integrada de diversas unidades especializadas, entre elas a Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), a Superintendência de Polícia Civil da Capital – Seccional Leste (SPCC/Leste), a Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), o Centro de Inteligência da Polícia Civil (CIPC/PCMA), o Centro de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (CISP/SSP) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Maranhão (FICCO/MA).

O nome “Operação Atlas” faz referência à magnitude e à complexidade da ofensiva, simbolizando o esforço coordenado das forças de segurança para sustentar e restabelecer a ordem pública, atingindo a base estrutural da organização criminosa.

A Operação Atlas também integra o cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A iniciativa articula unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta integrada e de alta precisão no combate ao crime organizado.

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