Cavalo paraguaio "Meu Preto" e o Braide de agora

Peça publicitária de Weverton em 2022.

Na campanha de 2022, quando ainda não era acusado de multiplicar o patrimônio pessoal, devido, segundo investigações pa Polícia Federal, ao esquema de fraudes envolvendo descontos ilegais aplicados diretamente sobre aposentadorias e pensões do INSS, o senador Weverton (PDT) se lançou candidato a governador, com o slogan "foguete não dá ré", "tentando barrar a reeleição de Carlos Brandão (PSB), atual titular da principal cadeira do executivo maranhense. 

À época, o nome de Weverton foi bastante badalado e acreditava-se que os dois disputassem ombro a ombro, e não era exagero pensar assim, pois, para quem não se lembra, Weverton, que tinha adotado o pseudônimo de ‘meu preto’, dizem, em homenagem à “preto velho”, conhecida linha de trabalho de entidades de umbanda, contava com o apoio irrestrito do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), até então, elegível e com a ficha um pouco menos suja do que agora, que garantia ao então candidato, logo de saída, a aliança com 40 prefeitos do Partido Liberal.

Enquanto isso, corria por fora o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), que, como nesta campanha, era considerado um mero azarão, que, no final, superou a votação e o poderio econômico de "Meu Preto" e, por pouco, não levou a disputa para o segundo turno.

Votos contabilizados, Carlos Brandão se reelegeu com 1.769.187 votos, seguido por Lahesio que obteve 857.744, e amargando o terceiro lugar veio Weverton com 714.352.

Cenário parecido como o de quatro anos atrás vemos nesta pré -campanha de 2026 entre Orleans, Braide é o próprio Lahesio. Ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide tem menos apoio do que tinha Weverton e ao que parece será outro "cavalo paraguaio" malhando em ferro frio. 

Postar um comentário

0 Comentários

Close Menu