"Povo gado" é uma gíria brasileira usada para descrever pessoas que seguem um líder, ideia ou grupo de forma cega, passiva e sem questionamentos, agindo como uma "manada". O termo denota falta de pensamento crítico, fanatismo político ou submissão excessiva a alguém. No Maranhão, temos um exemplo clássico.
Atual deputado federal, Josimar Maranhãozinho (PL) há décadas faz da política meio de vida da família, e só não elege seus gatos, papagaios e periquitos porque a lei eleitoral ainda não permite.
Na última eleição, além dele próprio, se elegeu a federal a esposa Maria Deusdete Cunha, a Detinha, isso depois de ter sido prefeita de Centro dos Guilhermes e deputada estadual. Como se não bastasse, tem a sobrinha Fabiana Vilar na Assembleia Legislativa, outra sobrinha na prefeitura de Zé Doca, é um sobrinho na Câmara Municipal de São Luís. E, com tudo isso, ainda existe umas dezenas de prefeitos subordinados a ele, todos em municípios subdesenvolvidos.
Recentemente condenado a prisão por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal, e tornado inelegível, Maranhãozinho tem mexido seus pauzinhos para não deixar escapar poder pelos dedos das mãos.
Para o lugar dele como pré -candidato neste pleito, indicou Fabiana Vilar a federal, abrindo espaço no parlamento estadual, que, agora sabemos, deverá ser reocupado por Detinha. Pelo menos foi isso que disse, nesta manhã de segunda-feira (27), o prefeito de Presidente Juscelino, Pedro Paulo.
Segundo o médico bacabalense, Detinha "desce de patente" e Aldir Júnior, sobrinho de Josimar e atual vereador da capital maranhense, se torna pré -candidato a deputado federal.
Portanto, só cabe aguardar se desta vez o "povo gado" vai continuar sendo manejado e pastando na área de vegetação de Maranhãozinho.

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