Condenado a prisão por corrupção, Josimar Maranhãozinho é citado em investigações de fraudes que cassaram vereadores

Josimar Maranhãozinho

Inelegível e condenado a prisão por corrupção passiva, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) foi citado em investigações relacionadas ao inquérito sobre a chapa do Podemos, em São Luís, resultando na suspensão de um procedimento criminal pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Pontos principais sobre o envolvimento de Josimar: O ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu inquérito da Polícia Federal que investigava fraudes à cota de gênero envolvendo o Podemos em São Luís. A defesa do vereador Fábio Macedo Filho mencionou Josimar, o que levantou a questão da competência do juízo de primeira instância, indicando que a investigação deveria ser analisada por uma corte superior devido ao foro privilegiado.

A ação investiga fraudes na chapa do Podemos, que resultou na cassação de vereadores em 2026. 

Separadamente, Josimar Maranhãozinho tem sido alvo de investigações da Polícia Federal por suposto desvio de emendas parlamentares na área da saúde no Maranhão, envolvendo contratos fictícios e lavagem de dinheiro.

Condenação no STF

Em março deste ano, a Primeira Turma do STF estabeleceu maioria para condenar ele e outros parlamentares do PL por corrupção passiva e desvio de verbas destinadas ao município de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís. 

Cassação dos vereadores 

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) decidiu, por unanimidade, no último dia 9 de abril, cassar a chapa proporcional do Podemos nas eleições municipais de 2024. De acordo com publicação do jornalista e blogueiro John Cutrim, a decisão deve resultar na perda dos mandatos dos vereadores eleitos pela legenda: Fábio Macedo Filho, Wendell Martins e Raimundo Júnior. Devem assumir as vagas Mateus do Beiju (PL), Severino Sales (PSD) e Josélia Rodrigues (DC). Segundo o entendimento da Corte, houve irregularidades na formação da chapa, comprometendo o cumprimento da legislação eleitoral que exige o mínimo de 30% de candidaturas femininas.

A retotalização costuma ocorrer após o esgotamento da instância ordinária no TRE, etapa que se encerra justamente com o julgamento dos embargos de declaração, salvo se houver a concessão de uma liminar no Tribunal Superior Eleitoral que assegure efeito suspensivo a eventual recurso especial.

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