Acusado de solicitar propina em troca da destinação de recursos de emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) foi recentemente condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, com pena fixada em 6 anos e 5 meses de reclusão em regime inicial semiaberto.
De acordo com a Procuradoria Geral da República, entre janeiro e agosto de 2020, o deputado solicitou ao então prefeito de São José de Ribamar o pagamento de R$ 1,6 milhão em contrapartida ao encaminhamento de cerca de R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares.
Por se tratar de crime contra a administração pública, foi decretada a inelegibilidade de Josimar e de outros condenados, da data da condenação até oito anos após o cumprimento da pena, e a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação.
Caberá à Câmara dos Deputados decidir sobre se é compatível o cumprimento da pena com o exercício do mandato de deputado federal que irá até o final 2026.
Tudo em casa
No entanto, Josimar Maranhãozinho já se articula no sentido de amenizar o impacto que a condenação tem causado no projeto político dele para os próximos anos.
Nesta segunda-feira (23) ele esteve reunido com prefeitos e lideranças do Partido Liberal e demais legendas aliadas. Na oportunidade, Fabiana Vilar (PL), atual deputada estadual e sobrinha de Josimar, foi anunciada como substituta dele na disputa por uma vaga na Câmara Federal.
A dúvida que ainda resta sobre o clã é o rumo que será dado à atual deputada federal Detinha, esposa de Josimar. Especula-se a possibilidade dela concorrer ao cargo de vice -governadora numa eventual chapa majoritária encabeçada por Eduardo Braide (PSD).

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