Josimar Maranhãozinho ensaia manobra para concorrer sub júdice a estadual

Prefeita sobrinha de Josimar confirma intenção do deputado.

Condenado a prisão por desvio de recursos de emendas parlamentares e inelegível, o ainda deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) permanece influenciando no cenário político do estado, afinal, o lastro construído por ele ao longo dos anos, ajudando a eleger algumas dezenas de prefeitos e membros da família à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, impede que ele seja completamente descartado do processo eleitoral.

E, muito embora esteja com os direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação, demonstra não estar convencido da "ideia", tanto, que, além de  já ter definido a sobrinha Fabiana Vilar como sua sucessora na Câmara Federal a partir da próxima legislatura, também esboça uma pré -candidatura a deputado estadual.

Entenda

Em entrevista concedida ao podcast Leriado, o jurista Sérgio Muniz, explicou, que, mesmo condenado, Josimar ainda poderá solicitar o registro de candidatura junto ao Tribunal Regional Eleitoral. 

Abaixo, o omaranhense.com.br reproduz o que foi publicado a respeito na página @imaranhense, no Instagram. 

“Ele vai pedir o registro de candidatura junto ao TRE. Vai abrir o prazo para apresentação das impugnações ao registro da candidatura”, explicou.

Segundo Muniz, haverá questionamentos sobre a elegibilidade, mas a defesa deve sustentar que ainda não houve trânsito em julgado. “Nela vão apontar que ele não pode ser candidato porque ele tem essa condenação. A defesa dele vai dizer, mas não transitou em julgado”, afirmou.

Na avaliação do jurista, a tendência inicial é que a candidatura seja aceita. “O TRE tenderá a dar o registro pra ele. Certo. E ele vai concorrer, uma vez que certamente haverá recurso, vai concorrer sub júdice”, disse.

O especialista também destacou que a situação pode mudar ao longo do processo. “Se porventura vier a haver o trânsito em julgado e a suspensão dos direitos políticos dele, até a data da eleição poderá haver um questionamento quanto à inelegibilidade superveniente”, pontuou.

Ainda assim, Muniz avalia que o cenário mais provável é a manutenção da candidatura no curto prazo. “Ele deverá ser candidato e deverá ser eleito”, declarou.

Por outro lado, caso a condenação se torne definitiva, as consequências seriam imediatas. “Na hora que transitar em julgado e suspender os direitos políticos dele, ele perde o mandato”, explicou.

O jurista também levantou dúvidas sobre o impacto eleitoral da eventual perda de mandato, indicando que os votos podem não ser aproveitados pelo partido, o que poderia levar a uma reorganização interna da legenda para futuras disputas.

Postar um comentário

0 Comentários

Close Menu